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Mais de 200 atletas ignoraram o frio para desafiar o próprio limite, ontem, no Lago Paranoá

A água gelada não congelou as braçadas

O tempo na manhã de ontem não poderia ter sido melhor para a terceira etapa da Copa MKS de Aquathlon. Sem previsão de chuva, e com calor ameno, mais de 200 atletas, de 10 e 60 anos, desafiaram a água gelada do Lago Paranoá, em frente à Península dos Ministros, no Lago Sul. A prova principal reuniu atletas a partir de 14 anos em provas de 750m de natação e 5km de corrida.

Ratinha de provas de natação, Natália Tavares, 10 anos, competiu na categoria infantil, ela não pensou duas vezes se toparia o desafio de nadar 300m e correr 1,5km. “Não foi difícil porque treino muito e estou sempre competindo”, explicou a campeã.

A empatia da brasiliense com a água começou cedo, quando ela tinha 1 ano e meio. Tamanha intimidade com as piscinas lhe renderam 14 medalhas, sendo apenas duas de prata e as demais de ouro. “ A Natália tem vencido todas as provas que compete. Ela é considerada um fenômeno na natação”, gaba-se o pai, João Fernandes.

Natália é uma das cinco melhores nadadoras mirins do Brasil nos quatro estilos (craw, costas, peito e borboleta). A menina trina duas horas e meia por dia, de segunda a sábado, sonha alto e não se contenta em realizar apenas os sonhos particulares.

“Eu nado porque quero ganhar muito dinheiro com os prêmios, para quando eu estiver mais velha, abrir uma instituição e ensinar as crianças carentes a nadar. Além disso, quero ser campeã olímpica e recordista mundial”, revela a menina determinada, fã do nadador norte americano Michael Phelps.

 

Dor e superação na terra e na água

Estreantes no aquathlon, os cadeirantes Maiara Barreto, 22 anos, e Fernando Fernandes, 28, emocionaram atletas e torcida pela força e pelo poder de superação.

Em 23 de junho deste ano, Maiara sofreu um acidente de moto que a deixou paraplégica. Ela trocou São José dos Campos(SP) por Brasília em agosto, para fazer tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. “Nadei até os meus 16 anos e parei para me dedicar mais aos estudos. Voltei a nadar agora e não sabia que gostava tanto. A piscina do Sarah é pequena e sempre está cheia, então comecei a nada no Lago Paranoá”, comenta a paulista. Maiara fez os 750m de prova nadando de costas.

Por terra, Fernando, que ficou conhecido depois de participar de reality show, mostrou garra ao concluir os 5km da corrida em cima de uma cadeira convencional. Com as mão esfoladas, ele revelou que pretende se dedicar ao esporte e comprar uma cadeira específica para a modalidade. “É muito bom voltar a competir. Dei o meu máximo. A cadeira não é a mais apropriada, mas sou teimoso. Queria muito participar. Foi a minha primeira competição desde o acidente”, comemorou.
Fernando sofreu um acidente de carro há quatro meses, em São Paulo. Antes, ele era lutador de boxe e encontrou na corrida uma oportunidade de não abandonar o esporte. “Tenho trinado três horas por dia seis vezes por semana. Quero voltar a competir e me dedicar às corridas.”

Fonte: Correio Brasiliense

Raimundo Nonato ganha a Corrida da República

Em meio a amadores, encontro de campeões e confraternização, vencedor mantém hegemonia nas pistas do Distrito Federal

Já virou tradição nas avenidas amplas e planas da capital. Quase todo fim de semana tem corrida em alguma cidade no Distrito Federal. Ontem foi a vez do Parque da Cidade receber cerca de 1.800 atletas, entre profissionais e amadores, cadeirantes e andantes, para disputarem a 9ª Corrida da República, que encerrou a quarta e última etapa do Circuito Brasília de Corridas de Rua. No meio de tudo isso, Raimundo Nonato venceu novamente e acabou a temporada com 100% de aproveitamento.


Entre os corredores, nem todos tinham a ambição de chegar em primeiro lugar. Alguns estavam lá apenas para manter a saúde. A auxiliar de escritório Maria Leda Barbosa, 41 anos, não perde a oportunidade de participar de provas como essa. “Além de treinar, gosto da confraternização e de encontrar os amigos”, explica.

Há cinco anos, “a idade e o aumento do peso” a incentivaram a correr. Depois “tomou gosto”. Todos os dias, sai do trabalho, na 707 sul e vai correndo para a casa, no Núcleo Bandeirante. Em pouco mais de uma hora, chega em casa. “Antes levava pelo menos meia hora esperando o ônibus”, comenta.

Para a atleta amadora, os 10km da prova do Parque da Cidade foram fichinha. “Já corri meia maratona de 42 quilômetros”, garante, orgulhosa.

Invicto entre os homens, atletas de peso também disputaram o pódio. Mas não teve jeito. Invicto, Raimundo Nonato mais uma vez garantiu o primeiro lugar. Ele venceu as quatro etapas da prova, o que aumenta a fama e a conta bancária. Ontem, ele ganhou mais R$ 1 mil. “Isso é muito bom, claro.”

Encontro de feras
Os profissionais também estavam lá, interessados em treinar, avaliar seus resultados e também o dos concorrentes. O corredor Gilvan Silva, 45 anos, mora em São Paulo e veio para Brasília somente para participar da corrida. “Vim aqui pra te ver. Como você corre, menina!”, disse o paulista, ao ver a atleta Lucélia Peres.

Destaque no esporte, Lucélia participou da Corrida da República e garantiu quarto lugar. Segundo ela, foi um dos três treinos fortes que praticou durante a semana. “Estou me preparando para a São Silvestre e nessas corridas avalio tanto meu desempenho como o das outras atletas de elite”, contou.

RESULTADO

» MASCULINO
1° lugar: Raimundo Nonato de Souza - 30min50s
2° lugar: Antônio Júnior - 31min13s
3° lugar: David Andrade Mesquita - 31min42s

» FEMININO
1° lugar: Vanda Carneiro Chagas - 36min07s
2° lugar: Sueli Pereira Silva - 36min19s
3° lugar: Rosiane Xavier dos Santos - 36min28s

Natação - Recordes superados

Mais três recordes mundiais foram quebrados no Campeonato Europeu de natação em piscina curta, disputado em Istambul.

O destaque de ontem ficou por conta dos russos Stanislav Donets e Arkady Vyatchanin, que registraram o mesmo tempo nos 100m costas e dividiram o melhor tempo da distância — 48s97. O húngaro Daniel Gyurta, por sua vez, superou em mais de um segundo a melhor marca mundial dos 200m peito, com 2min00s67.

No feminino, a italiana Federica Pellegrini bateu o seu próprio recorde dos 200m livre, com o tempo de 1min51s17.

Polo aquático - Pinheiro é campeão

O clube Pinheiros conseguiu colocar seus dois times de polo aquático no topo de duas competições ao fim desta temporada. A equipe feminina venceu o Troféu Olga Pinciroli, enquanto a formação masculina ganhou a Liga CBDA Nacional. Ambas as decisões ocorreram ontem.

Vôlei - Técnologia a serviço do esporte

Operado com técnica inovadora, o ponteiro da Upis Rafic, lesionado no tendão do calcanhar esquerdo, espera voltar aos treinos em março,
para ajudar com companheiros de equipe na Superliga

Aequipe Upis/BRB embarcou ontem para São Paulo, onde enfrenta, hoje, às 20h, o Pinheiros, equipe dos craques olímpicos Giba, Rodrigão, Gustavo e Marcelinho, entre outros, pela terceira rodada da Superliga masculina.

Aos 34 anos, o ponteiro Rafic, jogador mais experiente do time, com sete Superligas no currículo, além de bagagem internacional (acumulada após temporadas em Portugal, Argentina, Catar e Kweit), entretanto, não pôde viajar com seus companheiros. Em vez de prepararse para ir para o aeroporto, Rafic acordou
no quarto número 111 do Hospital São Lucas e a única viagem que fez ontem foi para casa, no meio da tarde.

Rafic recebeu alta depois de uma cirurgia realizada na terça-feira. No sábado, no primeiro set da vitória da Upis por 3 x 1 em cima do Lupo Náutico, o ponteiro rompeu o tendão calcâneo (mais conhecido como tendão de Aquiles) da perna esquerda. A cirurgia, realizada pelo médico ortopedista e especialista em traumas esportivos Marcus Montenegro, foi um sucesso e a boa notícia é que, por conta de uma técnica inovadora, a recuperação de Rafic pode ser bem mais rápida do que os cinco meses que em média seriam necessários caso a operação utilizasse os meios convencionais (veja arte).

Batizada de PRP, abreviação para Plasma Rico em Plaqueta, a técnica consiste em utilizar um componente do sangue do próprio paciente para acelerar os processos de cicatrização e regeneração das partes lesionadas.

O médico explicou que a técnica, muito usada na Europa e nos Estados Unidos em atletas de alto rendimento, pode encurtar bastante o tempo de recuperação. “Com o PRP é possível diminuir esse tempo em até dois meses.

Ponteiro animado

A aplicação do PRP animou Rafic, que estava muito abatido nos dias que antecederam a cirurgia. “Eu tinha me preparado muito para essa Superliga”, conta o ponteiro. “Tinha parado de beber até refrigerante, estava fazendo tudo certinho para jogar bem esse campeonato, mas infelizmente aconteceu essa lesão.”

Agora, com as notícias de que sua recuperação pode ser bem mais rápida do que os cinco meses normais, ele já faz planos de se juntar em breve ao grupo. Ciente de que talvez não tenha tempo para jogar com gostaria, o jogador, pelo menos, espera poder contribuir com os colegas. “Não sei se terei condições de voltar a jogar ainda nessa Superliga”, diz, conformado. “Mas torço para que dê tudo certo. Espero poder ajudar o grupo de alguma forma.

Quem sabe, com essa nova técnica, eu não consiga estar nos treinos em março. Jogar eu sei que é complicado porque isso envolve a parte física, que com certeza eu vou perder por estar parado. Mas, quem sabe?”

Fonte: Correio Brasiliense

 

 
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